Jean-Lorin Sterian
Jean-Lorin Sterian
performance social
social performance
Roménia
Romania
Investigador, escritor, artista e intérprete baseado em Bucareste. Em 2008, abriu o lorgean theatre, o primeiro teatro de sala-de-estar na Roménia. Publicou vários livros de ficção e um trabalho antropológico sobre a sua experiência de transformar a sua casa num espaço público de apresentações. Atualmente investiga o que designa por “homemade culture” - teatro, artes visuais e performativas desenvolvidas e apresentadas, pelo mundo, em espaços privados. Trabalhou como intérprete para duas criações apresentadas na Bienal de Veneza, The Sinthome Score (2015, Dora Garcia) e An Immaterial Retrospective (2013). Também apresentou e interpretou “The parasite socks project”, de sua autoria, na 56ª Bienal de Veneza. Performances: Zugzwang (2012), Strip-tease (2013, com Alice Pons), We Need To Talk About lorgean (2014) e I don't think you exist (2020). Dirigiu The Principle of Connecting Vessels Applied to Love (2006), Home Alone (2019) e Starshitting (2020). É fundador e curador, desde 2014, de HomeFest, um festival de artes performativas que se apresenta em espaços domésticos.
Researcher, writer, artist and performer currently based in Bucharest. In 2008, he opened the Lorgean Theatre, the first living-room theatre in Romania. He has published several fiction books and one anthropological work related to his experiences of turning his home into a public space for performance. Currently, researches signs of what he has stated to be “homemade culture” - theatre, visual and performing arts created and used around the world in private spaces. He worked as a performer for two projects at the Venice Biennale, The Sinthome Score (2015, Dora Garcia) and An Immaterial Retrospective of the Venice Biennale (2013). He also performed his own art project, “The parasite socks project” at the 56th Venice Biennale. Shows: We Need To Talk About lorgean (2014), Strip-tease (2013, with Alice Pons) and Zugzwang (2012), I don't think you exist (2020). He directed Starshitting (2020), Home Alone (2019) The Principle of Connecting Vessels Applied to Love (2006). Since 2014, founder and curator of HomeFest, festival of performing arts held in domestic spaces.
Laboratório:
Laboratory:
Espetáculo:
Show:
Projeto
pj.lo 
Project
pj.lo 

A nossa presença na mente do outro é um espetáculo. Os seus componentes são determinados pelo contexto em que foi estabelecido o encontro: direta ou indiretamente (através de ações, palavras, arte e emoções). Não podemos controlar o cenário, a duração e o seu impacto. O espetáculo é o resultado de circunstâncias para as quais contribuímos apenas no início do encontro. Uma vez dentro da mente de alguém, não temos a capacidade de alterar a continuidade da interpretação, a não ser que atualizemos constantemente o relacionamento com essa pessoa, situação muitas vezes impossível. A nossa presença imaterial na mente deixa de estar sob nossa autoridade, tornando-se um embaixador que assume os valores do país para o qual foi enviado, tornando-se seu cidadão permanente. Atuamos sem saber (e sem remuneração) no palco da memória, como resultado de processos desconhecidos nas mentes daqueles com que nos cruzamos, competindo com centenas ou milhares de outros avatares do 'eu' ao longo da vida. Na maioria dos casos, a interação inicial define a estrutura e o conteúdo da performance.

Com o tempo, esse avatar degrada-se relativamente à sua identidade inicial, tornando-se totalmente estranho à nossa própria auto-representação. 

Esta foi minha pesquisa inicial em 2015 que, gradualmente, se transformou num compêndio para tudo o que fiz nos últimos 5 anos, estando o elemento máscara sempre presente no meu trabalho. É esta máscara com o meu rosto que funciona como uma aparência performativa social e que é também o centro da ação performativa-musical pj.lo projec, no qual cada atuação é feita através de colaborações com diferentes artistas e cada música é desenvolvida como uma performance.


Our presence in the other's mind is a spectacle. Its components are determined by the context in which the meeting was established: directly or indirectly (through actions, words, art and emotions). We cannot control the scenario, the duration and its impact. The show is the result of circumstances to which we contributed only at the beginning of the meeting. Once inside someone's mind, we don't have the ability to alter the continuity of the interpretation, unless we constantly update the relationship with that person, a situation that is often impossible. Our immaterial presence in the mind is no longer under our authority, becoming an ambassador who assumes the values ​​of the country to which he was sent, becoming its permanent citizen. We act without knowing (and without remuneration) on the memory stage, as a result of a process unknown in the minds of those we come across, competing with hundreds or thousands of other 'I' avatars throughout life. In most cases, the initial interaction defines the structure and content of the performance.

Over time, this avatar degrades in relation to its initial identity, becoming totally foreign to our own self-representation.

This was my initial research in 2015, which gradually became a compendium for everything I did in the last 5 years, with the mask element always present in my work. It is this mask with my face that functions as a social performative appearance and is also the centre of the performative-musical action pj.lo project, in which each performance is done through collaborations with different artists and each song is developed as a performance.