Mayara Baptista (e.t.) é artiste.t. ANTIdisciplinar que atua entre performance, voz e teatro. A sua pesquisa concentra-se na voz como território político, sensorial e ancestral, e nos manguezais como metáfora viva de resistência, memória e transformação. Mayara cria mundos performativos imersivos onde som, corpo e paisagem se entrelaçam, ativando escutas profundas e estados de presença.
O seu trabalho investiga a memória incorporada nos corpos diaspóricos, as marcas da infância e a política da voz, entendendo o ato de vocalizar como gesto de sobrevivência, insurgência e reencantamento. A partir de improvisação vocal, ressonância corporal e escuta ambiental, constrói espaços onde vulnerabilidade e resistência coexistem, tratando o corpo como arquivo vivo e a voz como força de deslocamento.
Entre as suas performances estão Vozes, apresentada no Open Out Festival (Tromsø, Noruega, 2025) e com apresentação em Berlim em novembro de 2025, e Onde Está a Criança Aqui Dentro?, criada durante residência no Festival Precárias III (Lisboa, 2025). Nesta obra, a voz e o som convocam vocalizações primárias da infância, gritos, balbucios, cantigas e ruídos, acionando a infância como território de disputa, invenção e resistência.
Também criadore.t de Mangue Vermelho, obra desenvolvida em 2024 e estreada no Festival Linha de Fuga (Coimbra, Portugal), que articula corpo, terra e ancestralidade a partir da ecologia dos manguezais. O trabalho investiga o mangue como espaço de vida híbrida, fronteira instável e potência regenerativa, conectando transformações ecológicas, históricas e corporais. O processo segue em desenvolvimento em 2026.
Mayara Baptista trabalhou por seis anos no Teatro Oficina, integrando produções como Roda Viva, dirigida por Zé Celso, e dirigiu e atuou em obras como Pretobrás, e daí? e Coração Absurdo, em homenagem a Itamar Assumpção. Apresentou os seus trabalhos no Brasil e na Europa, em contextos como Open Out Festival (NO), Precárias III (PT) e Laboratório Linha de Fuga (PT), e atualmente desenvolve projetos entre Berlim, Lisboa e Brasil, colaborando com artistas e coletivos diversos.
instagram: @mayarabaptista__
Mayara Baptista (e.t.) is an ANTIdisciplinary artist working across performance, voice, and theatre. The research focuses on the voice as a political, sensory, and ancestral territory, and on mangroves as a living metaphor of resistance, memory, and transformation. Mayara creates immersive performative worlds where sound, body, and landscape intertwine, activating deep listening and states of presence.
The work investigates memory embodied in diasporic bodies, traces of childhood, and the politics of the voice, understanding vocalization as an act of survival, insurgency, and re-enchantment. Through vocal improvisation, bodily resonance, and environmental listening, builds spaces where vulnerability and resistance coexist, treating the body as a living archive and the voice as a force of displacement.
Among previous performances are Voices, presented at the Open Out Festival (Tromsø, Norway, 2025) and scheduled for presentation in Berlin in November 2025, and Where Is the Child Inside Here?, created during a residency at the Precárias III Festival (Lisbon, 2025). In this work, voice and sound summon primary vocalizations of childhood—cries, babbles, lullabies, and noises—activating childhood as a territory of dispute, invention, and resistance.
Mayara is also the creator of Mangue Vermelho, a work developed in 2024 and premiered at the Linha de Fuga Festival (Coimbra, Portugal), which brings together body, land, and ancestry through the ecology of mangroves. The work explores the mangrove as a space of hybrid life, unstable boundary, and regenerative potential, connecting ecological, historical, and bodily transformations. The process remains in development in 2026.
Mayara Baptista worked for six years at Teatro Oficina, participating in productions such as Roda Viva, directed by Zé Celso, and directed and performed in works such as Pretobrás, e daí? and Coração Absurdo, in tribute to Itamar Assumpção. Has presented works in Brazil and Europe in contexts such as the Open Out Festival (NO), Precárias III (PT), and the Linha de Fuga Laboratory (PT), and is currently developing projects between Berlin, Lisbon, and Brazil, collaborating with various artists and collectives.
Instagram: @mayarabaptista__
@mangue.vermelho