Romain Beltrão Teule na 2.ª RESIDÊNCIA ARTÍSTICA CONTRA|O|TEMPO
26 jul 2021
26 Aug 2021
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Romain Beltrão Teule é mais um artista do laboratório Linha de Fuga 2020 que regressa a Coimbra, para dar continuidade ao projeto que apresentou, em setembro do ano passado: «Dobra». Graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, voltamos a acolher o Romain, desta vez acompanhado por Miguel Pereira (artista do Linha de Fuga de 2018) e Santiago Tricot (Uruguay) para imergir em todas as possibilidades de pensar o significado de «dobrar».

Romain trabalha de maneira consciente sobre linguagem e discurso, como se constroem e quais os seus limites. As línguas humanas que fala (português, francês e inglês) são os materiais aos quais recorre com frequência. Em função do projeto, cada língua pode ser usada na sua própria esfera, ou na sua relação com outras linguagens. De forma paradoxal, estas inquietações abriram na sua pesquisa um interesse sobre o que as línguas não podem expressar, e sobre as linguagens que não domina ou não percebe. Romain não se refere unicamente às «línguas humanas que não fala», mas também às linguagens na sua compreensão mais ampla, como a linguagem das células ou a linguagem da paisagem, de entre outras. Uma pergunta chave para a temática explorada pelo artista poderia ser “o que existe entre essas linguagens?”

«Dobra» constrói-se como um laboratório de tradução e de interpretação, que terminará numa performance-palestra a estrear este ano no «Festival Temps d’Image», em novembro.

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