Conversas Inquietas #02: Cuidar da Memória
Conversas Inquietas #02: Taking Care of Memory
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Convidados: João Santos (Teatrão, programa Portas Abertas), Inês Rodrigues (???), Bruno Sena Martins (investigador CES), Catia Soares (contadora de histórias), Catarina Pires (curadora Saco da Baixa, Aqui Há Baixa)

Moderação: Catarina Silva (coletivo Mundus)

O historiador Enzo Traverso reflete sobre a ligação entre a história, a memória e as identidades, afirmando que, enquanto as memórias fortes são comemoradas oficialmente, as fracas mantêm-se invisíveis, relegadas para uma existência marginal. A diferença entre memórias fortes e memórias fracas estabelece-se, então, através das pessoas que as reproduzem e do grau em que são estimuladas.

Ao mesmo tempo, no espaço urbano, existe um enaltecer de determinadas memórias (ex. Portugal dos Pequenitos) e um apagamento de outras (ex. povos colonizados, Pedrulha e memória industrial, bairros da Relvinha, Arregaça, Celas, etc.).

Neste sentido, a memória de muitos dos bairros de Coimbra ainda é fraca, porque, apesar das longas raízes de resistência e independência, a sua visibilidade não foi cristalizada, estando mais exposta à crise de transmissão intergeracional que pauta a sociedade portuguesa, devido ao impasse que se gerou acerca do seu futuro.

A memória dos povos colonizados, das sucessivas gerações de além de fraca, parece completamente apagada do espaço público. Qual, então, a importância de cuidar estas memórias? Como é que se pode fazer isto? Qual a sua ligação com o presente? 

Guests: João Santos (Teatrão, program “Portas Abertas”), Inês Rodrigues (researcher CES), Bruno Sena Martins (researcher CES), Catia Soares (storyteller), Catarina Pires (curator of Saco da Baixa, Aqui Há Baixa)

Moderator: Catarina Silva (collective Mundus)

Historian Enzo Traverso reflects on the connection between history, memory, and identities, stating that while strong memories are officially commemorated, weak ones remain invisible, relegated to a marginal existence. The difference between strong memories and weak memories is established, then, through the people who reproduce them and the degree to which they are stimulated. 

At the same time, in the urban space, there is a praise of certain memories (e.g. Portugal dos Pequenitos) and an erasing of others (e.g. colonized peoples, Pedrulha and industrial memory, neighborhoods of Relvinha, Arregaça, Celas, etc.). 

In this sense, the memory of many of Coimbra's neighborhoods is still weak because, despite long roots of resistance and independence, their visibility has not been crystallized, and they are more exposed to the crisis of intergenerational transmission that characterizes Portuguese society, due to the impasse that has been generated about their future.

Conversas Inquietas #02: Cuidar da Memória
Conversas Inquietas #02: Taking Care of Memory
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28 Jul 2022

18h

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