
O consumo já não é um acto utilitário, é liturgia.
As redes sociais, templos de narcisismo, onde cada post é um sacrifício em troca de likes.
O trabalho, um culto, e o burnout o seu martírio.
Vivemos na era do mesmo: onde todos consomem as mesmas marcas, perseguem os mesmos padrões de sucesso e comunicam em bolhas digitais.
Será a experiência humana agora uma transação económica?
Onde encontrar a pausa sagrada no fluxo linear da vida quotidiana?
Como se reconectar com a história colectiva e com o mistério da existência?
Esta é uma performance onde o gesto se propõe mágico, procura a cura e a regeneração do corpo, do espírito e do espaço.
Uma performance onde o chão se imagina verde, com espaço para flores e o gesto é escuta, resistência, luta, aspiração, criação e sonho.
Aqui o corpo não finta a morte, vive abraçado ao mistério e convida os mortos para dançar.
Projeto seleccionado no âmbito das Bolsas de Criação Local promovido por Linha de Fuga, em parceria com o TAGV. Estreado no festival Há Festa nas Aldeias e integrado na curadoria A Aldeia Vai à Cidade, no Cooldown do Festival Apura.
Consumption is no longer a utilitarian act; it is a liturgy.
Social media are temples of narcissism, where every post is a sacrifice in exchange for likes.
Work is a cult, and burnout its martyrdom.
We live in the age of sameness: where everyone consumes the same brands, pursues the same standards of success and communicates within digital bubbles.
Has human experience now become an economic transaction?
Where can we find a sacred pause within the linear flow of everyday life?
How can we reconnect with collective history and the mystery of existence?
This is a performance in which gesture sets out to become magical, seeking the healing and regeneration of body, spirit and space.
A performance in which the ground is imagined as green, with room for flowers, and gesture becomes listening, resistance, struggle, aspiration, creation and dreaming.
Here, the body does not evade death; it lives in an embrace with mystery and invites the dead to dance.
16h00
Direcção/performer: Cláudio Vidal
Performer/criadora: Maria Antónia Torres
Sonoplastia: Cláudio Vidal
Coprodução: Linha de Fuga e TAGV
Direction/performer: Cláudio Vidal
Performer/creator: Maria Antónia Torres
Sound design: Cláudio Vidal
Co-production: Linha de Fuga and TAGV