
Manual para Pertencer é um projeto que parte de um processo de investigação em contexto local para explorar os mecanismos — explícitos e implícitos — que constroem a ideia de pertença. A partir da recolha de testemunhos, hábitos e códigos quotidianos, a proposta desenvolve um dispositivo performativo centrado na escuta.
O público é convidado a integrar um percurso guiado, onde a experiência se constrói através de um sistema de auscultadores (silent party) em articulação com momentos de som partilhado no espaço. As vozes recolhidas no território, com o devido consentimento, são integradas como matéria dramatúrgica, criando uma relação direta entre investigação e criação. Uma figura mediadora acompanha o grupo, operando como guia ou intérprete de um conjunto de códigos que organizam a experiência. Entre escuta individual e coletiva, entre orientação e desvio, o projeto propõe um espaço de atenção aos sinais pequenos e grandes que definem quem pertence, como se pertence e em que condições essa pertença é construída.
Projeto seleccionado no âmbito das Bolsas de Criação Local promovido por Linha de Fuga, em parceria com o TAGV. Estreado no festival Há Festa nas Aldeias e integrado na curadoria A Aldeia Vai à Cidade, no Cooldown do Festival Apura.
Manual para Pertencer is a project that begins with a process of research within a local context to explore the mechanisms — both explicit and implicit — through which the idea of belonging is constructed. Drawing on collected testimonies, habits and everyday codes, the project develops a performative framework centred on listening.
The audience is invited to take part in a guided journey, in which the experience unfolds through a headphone system (silent party) combined with moments of shared sound in the surrounding space. Voices gathered within the local community, with the appropriate consent, become part of the dramaturgical material, creating a direct relationship between research and artistic creation. A mediating figure accompanies the group, acting as a guide or interpreter of the set of codes that shape the experience. Moving between individual and collective listening, between guidance and deviation, the project creates a space in which to pay attention to the small and large signals that define who belongs, how we belong, and the conditions under which that belonging is constructed.
16h30
Criação: Carolina Costa Andrade, Matilde de Fachada
Interpretação: Matilde de Fachada
Produção: Estrutura Baldia
Coprodução: Linha de Fuga e TAGV
Creation: Carolina Costa Andrade, Matilde de Fachada
Performance: Matilde de Fachada
Production: Estrutura Baldia
Co-production: Linha de Fuga and TAGV