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espetáculos - atividade famílias - caminhada - bailarico - almoço

A segunda edição de Há Festas nas Aldeias volta com alegria e, mais uma vez, para promover a amizade e boa vizinhança entre aldeias.

Este ano, há três espetáculos que estreiam em Bruscos depois de um tempo de trabalho com a população e a partir das suas histórias.

Depois de uma residência de criação, A Bela Associação apresenta um trabalho que fala do que é viver com muito conhecimento e pouco dinheiro e porque continuamos a considerar que há trabalhos que não merecem ser tão gratificados como outros. Claudio Vidal e Maria Antónia Torres trabalharam com a população os rituais (in)existentes e devolvem-lhes a sua visão sobre este tema; Carolina Costa Andrade e Matilde de Fachada da Estrutura Baldia recolheram várias histórias dos cantos e recantos desta aldeia e dos seus lugares de pertença e propõem uma caminhada pelas memórias dos habitantes. Voltamos a trazer Malu Patury que propõe um jogo-dança onde todos podem participar com muita diversão. Tudo isto acontece em Bruscos mas também iremos a Alfafar, onde terminamos esta edição com uma oficina de danças tradicionais e um bailarico promovido pelo GEFAC que vai pôr toda a gente a dançar e, pelo meio, um almoço com arte e convívio concebido por Carlota Lagido.

Num país onde a débil política de transportes públicos é o grande obstáculo à democracia cultural, vamos nós até às aldeias, com muito gosto, muita festa e muita arte!

Cá vos esperamos!

3 de Julho

21h30 | Centro Cultural e Recreativo de Bruscos

As Periféricas (dança-teatro-concerto, 50’) 

de Ana Rocha, Mariana Tengner Barros e Márcio Canabarro/A Bela Associação

Periféricas é uma peça que se altera continuamente. Os seus criadores expõem a precariedade, mas também o cuidado e a sobrevivência. Expondo os limites da vida artística e social, esta obra revela a tensão entre centro e margem, visibilidade e invisibilidade, desumanização e desejo de equidade. É um ato coletivo que transforma rotinas de sobrevivência em gesto artístico, denunciando a insustentabilidade sistémica e propondo um mapa possível de justiça, consciência e pertença — entre o humano, o mais-que-humano e o não-humano. Uma peça que começa como uma denuncia e termina num concerto onde todas talvez possamos dançar!

4 de julho

16h | Adro da Capela de Bruscos 

O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo (atividade para famílias, 20’)

de Malu Patury

Nesta peça participativa, a artista convida o público a desenhar uma cartografia viva, através de propostas simples de interação, contato e composição de paisagens com o corpo. O gesto é o meio; o encontro, o território; o agora, a matéria. Mais do que ocupar um espaço, este espetáculo propõe uma reconfiguração do modo como nos relacionamos com o ambiente e com os outros.

Performer/criadora: Malu Patury

17h | Lavadouro de Bruscos

Liturgia de Transformação (dança e teatro, 30’)

de Cláudio Vidal e Maria Antónia Torres

Este é um espetáculo que surge depois de um tempo a escutar os habitantes da aldeia e que começou com a pergunta: onde encontrar a pausa sagrada no fluxo linear da vida quotidiana? Como se reconectar com a história colectiva e com o mistério da existência? 

Depois de dois meses de trabalho, esta é uma performance onde o gesto se propõe mágico, procura a cura e a regeneração do corpo, do espírito e do espaço. 

Direcção/performer: Cláudio Vidal

Performer/criadora: Maria Antónia Torres

Sonoplastia: Cláudio Vidal

18h | Rua do Canto, em frente ao Antigo Lagar

Manual para Pertencer (caminhada teatral, 30’)

de Estrutura Baldia

Olhar e escutar o território é o ponto de partida deste espectáculo que é também uma caminhada. Começou por uma investigação na aldeia para entender,  através de conversas com os seus habitantes e da exploração de locais, quais são os mecanismos que constroem a ideia de pertença. A partir da recolha de testemunhos, hábitos e códigos quotidianos, a proposta propõe um dispositivo performativo centrado na escuta e no imaginário pessoal.

Criação: Carolina Costa Andrade, Matilde de Fachada

Interpretação: Matilde de Fachada

Produção: Estrutura Baldia

5 de Julho

11h | O Lugar do Meio - Alfafar

Oficina de danças tradicionais (1h30)

por GEFAC

A oficina de “Danças Tradicionais” propõe uma abordagem prática e participativa ao universo das danças tradicionais portuguesas, proporcionando aos participantes uma experiência de contacto direto com algumas das manifestações coreográficas que integram o património cultural do país.

O que ainda sabemos do que os nossos avós dançavam? O que se lembram ainda os nossos avós do que se dançava antigamente? Partindo da ideia de que a dançar é que a gente se entende, o GEFAC ensina passos de danças e cantares tradicionais portugueses que ainda são atuais porque permitem o encontro entre pessoas. É para aprender os passinhos que se vão dançar à tarde no Bailarico!

13h | O Lugar do Meio

A arte na refeição ou a refeição da arte?

por Carlota Lagido

Vagas limitadas 

Este é um momento de convívio entre todos. Carlota Lagido é coreógrafa, figurinista, mas também muito boa cozinheira. Linha de Fuga convidou-a a estabelecer uma relação entre arte e comida e propõe que neste almoço se alimente o estômago e o espírito.

Necessário reservar para não haver desperdício de comida. As reservas podem ser feitas até ao dia 30 de Junho no Centro Cultural e Recreativo de Bruscos, no Lugar do Meio, através do telefone 938 003 194, ou do e-mail mediacao.linhadefuga@gmail.com.

O preço do almoço é definido pelo participante (entre 0€ e o que quiser)

16h | O Lugar do Meio

Baile do GEFAC

O GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra convida o público para um baile inspirado nas práticas festivas e comunitárias, constituindo um espaço de encontro, partilha e celebração coletiva, onde a música, a dança e o convívio se unem numa experiência participativa e aberta a todos.

O nosso santo padroeiro é São Vito e com ele trazemos a festa onde dança e música se encontram. Entre risos, cantares e dançares, convidamos todas as pessoas a partilhar a alegria de dançar e estar juntos. Tenham ou não vindo à oficina de dança, este é o momento de desfrutar da alegria de poder estar juntos e de nos divertirmos.

performances - family activity - walk - dance party - lunch

The second edition of Há Festas nas Aldeias returns with joy and, once again, with the aim of fostering friendship and good neighbourly relations between villages.

This year, three performances will premiere in Bruscos after a period of work with the local community and based on their stories.

Following an artistic residency, A Bela Associação presents a work about what it means to live with a great deal of knowledge and very little money, and why we continue to believe that some work is not as highly valued as others. Claudio Vidal and Maria Antónia Torres worked with the local community on (in)existent rituals, and return their perspective on this theme; Carolina Costa Andrade and Matilde de Fachada, from Estrutura Baldia, collected various stories from the nooks and crannies of this village and its places of belonging, and propose a walk through the memories of its inhabitants.

We are also joined once again by Malu Patury, who proposes a dance-game in which everyone can take part and have fun. All of this takes place in Bruscos, but we will also travel to Alfafar, where we conclude this edition with a traditional dance workshop and a bailarico led by GEFAC that will get everyone dancing, alongside a communal lunch combining art and conviviality designed by Carlota Lagido.

In a country where weak public transport policy is the main obstacle to cultural democracy, we take ourselves to the villages—with great pleasure, plenty of celebration, and plenty of art! We look forward to seeing you there!

3 July

21:30 | Centro Cultural e Recreativo de Bruscos
Periféricas (dance-theatre-concert, 50’)
by Ana Rocha, Mariana Tengner Barros and Márcio Canabarro / A Bela Associação

Periféricas is a constantly evolving piece. Its creators expose precarity, but also care and survival. Revealing the limits of artistic and social life, the work explores the tension between centre and periphery, visibility and invisibility, dehumanisation and the desire for equity. It is a collective act that transforms routines of survival into artistic gesture, denouncing systemic unsustainability and proposing a possible map of justice, awareness and belonging — between the human, the more-than-human and the non-human. A piece that begins as a denunciation and ends as a concert where we might all end up dancing!

4 July

16:00 | Adro da Capela de Bruscos
The world is a body, a body is an encounter, an encounter is a world (family activity, 20’)
by Malu Patury

In this participatory piece, the artist invites the audience to draw a living cartography through simple acts of interaction, contact, and the composition of landscapes with the body. Gesture is the medium; encounter, the territory; the present, the material. Rather than occupying a space, the performance proposes a reconfiguration of how we relate to the environment and to one another.

Performer/creator: Malu Patury

17:00 | Lavadouro de Bruscos
Liturgia de Transformação (dance and theatre, 30’)
by Cláudio Vidal and Maria Antónia Torres

This performance emerged after a period of listening to the village’s inhabitants, beginning with the question: where can we find the sacred pause within the linear flow of everyday life? How do we reconnect with collective history and the mystery of existence?

After two months of work, this is a performance in which gesture is proposed as magical, seeking healing and the regeneration of body, spirit and space.

Direction/performer: Cláudio Vidal
Performer/creator: Maria Antónia Torres
Sound design: Cláudio Vidal

18:00 | Rua do Canto, in front of the Old Olive Press
Manual para Pertencer (theatrical walk, 30’)
by Estrutura Baldia

Looking at and listening to the territory is the starting point of this performance, which is also a walk. It began as research in the village to understand, through conversations with its inhabitants and exploration of places, the mechanisms that construct the idea of belonging. Based on the collection of testimonies, habits and everyday codes, the proposal offers a performative device centred on listening and personal imagination.

Creation: Carolina Costa Andrade, Matilde de Fachada
Performance: Matilde de Fachada
Production: Estrutura Baldia

5 July

11:00 | O Lugar do Meio – Alfafar
Traditional Dance Workshop (1h30)
by GEFAC

The “Traditional Dance” workshop offers a practical and participatory approach to Portuguese traditional dances, providing participants with direct experience of choreographic forms that are part of the country’s cultural heritage.

What do we still know of what our grandparents used to dance? What do they still remember of what was danced in the past? Based on the idea that dancing is how we understand one another, GEFAC teaches steps and songs from Portuguese traditional dances that remain relevant today because they create encounters between people. These are the steps we will dance in the evening at the bailarico!

13:00 | O Lugar do Meio
Art in the meal or the meal of art?
by Carlota Lagido
Limited places

This is a moment of conviviality for everyone. Carlota Lagido is a choreographer, costume designer, and also an excellent cook. Linha de Fuga invited her to explore the relationship between art and food, and this lunch proposes nourishing both body and spirit.

Reservation required to avoid food waste. Bookings can be made until 30 June at the Centro Cultural e Recreativo de Bruscos, at O Lugar do Meio, by phone (+351) 938 003 194, or email mediacao.linhadefuga@gmail.com.
The price of the lunch is set by the participant (from €0 upwards).

16:00 | O Lugar do Meio
GEFAC Bal

The GEFAC – Group of Ethnography and Folklore of the Academic Association of Coimbra invites the public to a dance inspired by festive and community practices, creating a space of encounter, sharing and collective celebration, where music, dance and conviviality come together in a participatory experience open to all.

Our patron saint is Saint Vitus, and with him we bring a celebration where dance and music meet. Between laughter, singing and dancing, we invite everyone to share the joy of dancing and being together. Whether or not you attended the workshop, this is a moment to enjoy the pleasure of being together and having fun.

Créditos

Curadoria: Catarina Saraiva

Produção: Marta Rodrigues

Mediação: Keissy Carvelli

Comunicação e design: So Dias

Direção Técnica: Guilherme Pompeu

Parceiros: Centro Cultural e Recreativo de Bruscos, O Lugar do Meio, GEFAC

Apoios: União de Freguesias de Vila Seca e Bendafé

Media Partner: RUC

Credits

Curatorship: Catarina Saraiva

Production: Marta Rodrigues

Mediation: Keissy Carvelli

Communication and design: So Dias

Technical Direction: Guilherme Pompeu

Partners: Centro Cultural e Recreativo de Bruscos, O Lugar do Meio, GEFAC

Support: União de Freguesias de Vila Seca e Bendafé

Media Partner: RUC

Ana Rocha
Mariana Tengner Barros
Márcio Canabarro
Malu Patury
Cláudio Vidal
Maria Antónia Torres
Carolina Costa Andrade
Matilde de Fachada
Carlota Lagido
GEFAC - Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra
Ana Rocha
Mariana Tengner Barros
Márcio Canabarro
Malu Patury
Cláudio Vidal
Maria Antónia Torres
Carolina Costa Andrade
Matilde de Fachada
Carlota Lagido
GEFAC - Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra